domingo, 31 de julho de 2011

Vão tomar no cú!

Durante três anos trabalhei num cyber em Copacabana. Devido a localização, estrangeiros doidos como os que protagonizam as postagens deste blog havia aos montes!

Contudo, lembro-me agora de um australiano que sempre chegava à loja fungando. Como ele era alto, podia ver suas narinas completamente brancas. "Fucking air conditioner", dizia o sujeito.
Enfim, nos tornamos amigos e até fomos tomas umas cervejas algumas vezes. Naquela época achava legal ter amigos gringos, hoje em dia acho sair com gringo a maior furada. Algumas vezes só queremos ficar em estado bobo alegre ou ainda esquecer na pureza da cachaça aquela filha da puta ingrata e não explicar detalhadamente ao branquelo como ele faz pra ir ao Cristo, ao Pão de Açúcar ou a puta que pariu.

Mas, voltando ao caso do australiano, realmente o cara pancava todo dia e toda hora! Até que lhe perguntei se ele fazia o mesmo em seu país e ele me responde que não porque o Brasil é um lugar onde há essa oportunidade.
VAI TOMAR NO CÚ! Foi o primeiro pensamento que me ocorreu, mas todos nós já sabemos que, para os gringos, o Brasil é uma verdadeira pancadolândia. Algumas vezes me pergunto o que os brazucas acham da sensação de viver num lugar que para muitos é o paraíso das drogas e putaria pesada.

Mas, sinceramente, acho que eles nem se importam porque muitos brasileiros também estão mergulhando felizes (igual Tio Patinhas no caixa forte) nas drogas pesadíssimas e na poligamia desenfreada. Ou no mínimo tomando cerveja até criar barriga e esquecer a dura realidade vendo o jogo do "framengo" comendo frango frito com farofa.
E é por isso que os gringos tanto gostam daqui! Quem é que não gosta de uma bagunça? Mas, uma coisa é três dias de bagunça e outra completamente diferente é uma vida de bagunça. 

Aos gringos que vêm aqui fazer baderna e escrachar os brasileiros que repudiam esse tipo de comportamento, repito o recado acima: VÃO TOMAR NO CÚ!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O gringo endinheirado!

Muita gente pensa que os gringos que vêm passar férias no Brasil são ricos, que eles cagam euro e limpam o cú com nota de cem dólares. Pois bem, lhes contarei então uma verdade que talvez mude suas vidas para sempre (ou não): os gringos que vêm ao Brasil, em sua maioria, não são milionários a ponto de comprar um apartamento de 32 milhões de reais no Leblon que imaginamos. Eles pertencem a classe média européia ou norte americana, mas aqui se tornam bam bam bans graças à magnífica taxa cambial.

É o caso do yankee que protagoniza o post de hoje. Beirando a casa dos cinquenta anos, Mr. R veio à cidade calamitosa disposto a cometer todas as barbaridades que ele talvez não cometera durante toda sua vida. Eu fui quem (lamentavelmente) fez sua recepção oferecendo-lhe estadia num hostel e num apartamento. Quando o conheci pessoalmente, esperava encontrar um senhor sério e de pose distinta, mas acabei deparando-me com um coroa maluco.

Por que maluco? Bem, comecemos porque, assim que ele chegou, sem razão aparente, deu a cada uma das faxineiras do hostel a irrisória quantia de 50 reais. Para a recepcionista que tentou configurar seu celular e não conseguiu, ele foi mais generoso: pagou-lhe 400 reais. Mais tarde ele tentou de todas as formas que vocês possam imaginar convencer o gerente a vender-lhe o sofá da recepção para que ele possa comrpar um totalmente novo (sim , é isso mesmo que vocês leram).

Se isso não é ser maluco, não sei mais o que possa ser. Ou talvez saiba! Pagar 700 reais a um cara de porte físico um pouco superior ao do Seu Madruga para ser seu guarda costas particular, bancar jantar para 30 pessoas e depois garrafas e mais garrafas de champagne importado para aproximadamente 50 numa das boates mais caras da zona sul! Este foi o histórico de Mr. R em sua primeira noite em Hell de Janeiro. 

Mas, inferno mesmo vivenciou o mancebo que escreve este texto. Afinal, ele pagou pomposas quantias de dinheiro aos que nada fizeram por ele e a mim, que lhe recepcionei em tudo, me presenteou um cigarro mais fedido que o chulé de um sul coreano que ficou hospedado no mesmo hostel meses depois. 

Enfim, o último encontro que tive com Mr. R foi no apartamento que ele alugou para sua hospedagem aqui. Ele tomava cachaça pura às duas horas da tarde e estava acompanhado de uma puta mais feia que se masturbar pensando na avó. Alguns acreditam que o bacana estava a ponto de morrer e por isso decidiu vir ao Brasil e literalmente botar pra fuder antes de bater as botas.

Algumas pessoas ao morrerem deixam uma grande marca. Minha intuição diz que Mr. R, contanto, continua vivo, mas é certeza que ele marcou a vida de todos que conheceram esse gringo endinheirado.